domingo, 13 de abril de 2008


Tu que, como uma punhalada,
Entraste em meu coração triste;
Tu que, forte como manada
De demônios, louca surgiste,



Para no espírito humilhado
Encontrar o leito e o ascendente;
- Infame a que eu estou atado
Tal como o forçado à corrente,



Como ao baralho o jogador,
Como à garrafa o borrachão,
Como os vermes a podridão,
- Maldita sejas, como for!



Implorei ao punhal veloz
Que me concedesse a alforria,
Disse após ao veneno atroz
Que me amparasse a covardia.



Ah! pobre! o veneno e o punhal
isseram-me de ar zombeteiro:
"Ninguém te livrará afinal
De teu maldito cativeiro.

Em meio à decadência eu tomo-te pela mão
és muito fraco... para merecer a Terra Prometida
és muito fraco... para amenizarmos sua dor
és muito fraco... uma série de decadências

Talvez os milênios reúnam tudo isso
numa imagem de almas desoladas
que estão longe, entre nós, morrendo, feridas
Só então eu comecei a raciocinar
Nas horas em que um grande desapontamento
caiu sobre ti... Decadência

Um anjo perdido bateu à minha porta,
tão frágil e desconsolado,
para lamentar seus dias de outrora
minha decadência vem chegando

Sua chaga e lágrimas caem sobre meu chão
(Veja) a dor que ela causa
Devota de uma vida adiante de sua época
em meio à decadência ela chega

Talvez tua alma esteja em um mar de esmeraldas
esperando solitária
Achaste que tua dor se acalmara,
a vida se parece um frágil santuário

Um beijo, um lugar....um túmulo profanado.
Pelo cemitério em brumas , ele partia
e vestida de amor, mistério e pecado,
invadia o sonho daquele que dormia.

Ele, alma nostálgica, sabor do passado
e que orvalhava triste sobre a campa fria
não esperava fantasma ressuscitado
A amar-lhe na treva em doce melancolia
Qunado seu sangue ardente percorreu-lhe o peito
junto às sombras nupciais naquele leito,
uma epopeia tenebrosa ali fluia

E ao fim desse maneirismo que a luz encerra,
ela retornava ao seu leito sob a terra,
ele de afãs crespusculares só morria....
ANUBIS

O ódio que domina em minhas veias
Faz minha mente ressoar em loucura
Acobertando meu ser de veneno...
Tributo a Anubis no deserto!

O sarcófago foi aberto.
Assim tentarei consertar
Aquilo ferido no tempo
Falso daquilo que foi dito.

Pedindo aos céus que me perdoe,
Espetando minha alma na rosa
Acobertando minha solidão...
...em lágrimas!

-Oh, Anubis do deserto!
Senhor da morte e do nascer...
Calse em meus pés amarurados
As sandalias do morrer!

Então, parada me senti imune
Sangrando não senti dor.
Vi-me pela última vez
Morrendo sem amor.

sábado, 12 de abril de 2008

Minhas mãos não podem te ter,
Não posso sentir mais essa alegria,
Que você me proporciona
Minha vida não será a mesma
Sem você aqui nos meus braços,
Deixe-me cuidar de você,
Há perigos que te afligem,
Seja compreensiva,
Não há quem te desejas mais do que eu,
Volte aqui e agarre meus braços,
Não posso tela novamente?
Se puder, volte a mim,
Você é quem mais desejo,
Minha jóia mais valiosa,
Volte a mim,
Não me abandone
Tenho medo das trevas me consumir,
Só você pode me curar,
Proteja-me,
Seu leito de alegria me inveja
Tendo você em mim,
Não serei engolida pelo medo,
Minhas entranhas não suportam essa dor
Você é a cura,
Você me ajudará,
Não espere acabar o tempo,
Ajude-me,
Não conseguirei viver sem ti,
Ó querida liberdade.


Deusa

"Que cada Lua Cheia me encontre a olhar para cima,
Dançando com os espíritos no ar,
Além do círculo luminoso da vida,
Nas árvores desenhadas no céu luminoso.
Deusa da noite que me ilumina,
Tome conta de nossos dias,
Permaneça ao meu lado.
Que eu possa me aproximar dos altos trabalhos da Terra
E dos círculos de pedra,
Que meu olhar seja direto e minha mão firme,
Sem medo de enfrentar meu próprio reflexo.
Abrace os mortos,
Fique ao seu lado,
Tome conta de nossos dias,
É o fim.
Não temas!
Sinta as sombras no seu coração,
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É assim todo o dia
O sol clareia brando
A lua suaviza meu pranto
Medito sobre minha vida vazia

Lágrimas de suplício
Lágrimas geladas...
Lágrimas desperdiçadas...
Tentando aliviar meu martírio

E eu odeio tudo isso
Odeio sentir essa tortura
Ser seguida por essa amargura
Até já tentei suicídio

Minha lamúria
Meu terror que queima minha alma
Minha mortificação que não me deixa ter calma
Minha eterna fúria

Lágrimas...
Lágrimas de dor
Lágrimas sem amor
Mágoas...

Tentei me afogar
Nessa lamentação inútil
Nesse lamento fútil
Na bruma que disfarça o mar

Mas isso não me protegeu
Só me trouxe mais aflição
Só trouxe minha crucificação
Mas isso não me abateu

Pois, assim como eu
Nesse mundo profano
Sufocado nesse desejo insano
Muita gente morreu...

Nessa imortal depressão